
Trata-se do cara que usa o truque “filminho lá em casa” para comer a menina. Ele convida. Faz um milhão de galanteios. Diz algo parecido com finalmente conheci alguém que vale a pena. Compra um vinho. Aluga um filme. Te come. E some. Ou come algumas vezes mais, sempre repetindo que você é a mulher perfeita pra ele e sempre com a desculpinha do “filminho lá em casa”. Alguns seguem o Teorema de Carlão à risca, usando a desculpa somente com as barangas, mas alguns são tão incompetentes, que mesmo a mina sendo uma “Aline Moraes” ele tem que usar a mesma desculpa pra conseguir o que quer.
Nada contra assistir o tal filminho (pelo contrário).
Nada contra só querer comer a moça (muito pelo contrário).
Mas tudo contra precisar esquematizar um “filminho lá em casa” para conseguir tal feito. Coisa de homem fraco. Mas o pior é que o filminho sempre vem com esse papinho furado de macho ômega: as bajulações falsas, as promessas que a gente não pediu. Coisa de bobo. E também de cafajeste de quinta.
Quem foi que disse para eles que a gente precisa de promessa romântica para dar? Não precisamos. Quem foi que disse para eles que a gente gosta tanto de ficar em casa vendo dvd? Não, já enjoamos. O pior é quando você aceita o convite e vai feliz da vida achando que vai assistir um longa metragem e a única coisa que você vê é um trailerzinho sem graça!
E quando o inverno chega é hora deles atacarem. “Vamos ver um filminho?” Sai pra lá, homem-dvd!
Ainda preferimos os caras com atitude e adeptos do faça você mesmo, que não precisam de filminho nenhum. Só de boa pegada.
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